Mercado Financeiro: Impactos gerados pela COVID-19.

As projeções, que estavam em baixa, para a economia do Brasil, caíram além do esperado com a chegada do Coronavírus. Enquanto todos estavam tendo de adaptar sua rotina devido às medidas de enfrentamento do covid-19, o mercado financeiro de grandes empresas começava a estagnar e, em seguida, despencar. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a economia global deve crescer menos de 3% esse ano, nível mais baixo desde 2009. A projeção para o Brasil seria de menos de 2%, no cenário mais otimista. O Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a conclusão de que deve acontecer uma recessão global no ano de 2020, mas que é possível uma recuperação econômica no ano seguinte. Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, afirma que a recuperação dependerá do resultado das ações de contenção da pandemia. 

 

No caso do Brasil, a mudança mais simbólica está na previsão do Produto Interno Bruto (PIB). Do final de fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso de covid-19 no país, até o final do mês seguinte, a projeção passou de ter uma alta de até 2% para uma previsão de recessão neste ano. A economia do Brasil é dependente da circulação de bens, serviços e pessoas, o que, por causa do novo vírus, foi cessada e a projeção de PIB negativa seria um reflexo dessa situação.

 

A Taxa de câmbio também teve mudança significativa, principalmente por causa do colapso dos preços do petróleo e de toda adversidade relacionada à covid-19. Em uma crise internacional como esta, a fuga de capitais para moedas mais fortes, como o dólar, é a ação mais esperada, portanto, no Brasil, a fuga de investidores externos foi o que tornou o dólar mais restrito e, consequentemente, mais caro. Vivian Almeida, economista e professora do Ibmec, afirma que “Também há impacto pelo lado da redução do comércio internacional. Estamos tendo uma redução dos níveis de comércio internacional. Conforme você tem uma desaceleração econômica ampla, ela também vai se refletir nas trocas comerciais e vai circular menos dinheiro aqui (no Brasil)”.

 

Outra redução esperada é a da taxa básica de juros. Os bancos centrais estão diminuindo a taxa de juros como medida de enfrentamento, mas isso torna o custo do dinheiro mais barato. Dessa forma, as taxas de crédito se tornam mais baratas para as pessoas que não estão conseguindo lidar com seus compromissos financeiros. No caso do Brasil, o Banco Central baixou a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) para 3,75% ao ano, mas ainda é bem maior que outras economias desenvolvidas.

 

O tempo é atípico e com certeza delicado. A economia é regida por meio de suas próprias leis de atração e mudanças são inevitáveis, portanto as empresas e a sociedade como um todo vão ter de se adaptar à nova realidade que vem chegando e encontrar novos meios de interagirem com o mercado. É possível perceber desde já o impacto que a pandemia causa em pequenos empreendedores, por exemplo. A maior dúvida, que continua sem resposta no Brasil e no mundo, é: como podemos todos sairmos melhor dessa crise?

 

Escrito por: Rebeca Andrade

 

Bibliografia:

Coronavírus: 4 previsões para a economia brasileira que despencaram em um mês

Como será a economia após o coronavírus | Economia | EL PAÍS Brasil 

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