Conversa com RelGov: importância do profissional, democracia e regulamentação do lobby

Conversa com RelGov| A Strategos inicia, a partir de hoje, uma série de entrevistas com profissionais de Relações Institucionais e Governamentais a fim de difundir a importância dessa atividade. Hoje, conversamos com Olávio Gomes, cientista político formado pela UnB e especialista em Gestão Pública, sobre os desafios da profissão e sobre a regulamentação do lobby. Confira!

Há algum tempo a profissão de Relações Institucionais e Governamentais vem ganhando o conhecimento do público em geral. Muitas vezes associada erroneamente à corrupção, a profissão tem papel na democracia. ‘’Relações governamentais são, em sua definição estrita, o diálogo entre governo e demais atores partícipes do processo de formulação de políticas públicas nas democracias consolidadas, sejam eles do setor privado, governamental ou não governamental.’’, nos contou Olávio Gomes, profissional que atua na área. E acrescenta “em toda democracia consolidada, a pulverização decisória é crucial para ditar como as políticas públicas serão definidas. Isso posto, a atividade de lobby é importante no sentido de pulverizar as decisões, uma vez que mais atores participarão das decisões políticas.’’

No início da nova Legislatura, os profissionais de RIG se depararam com um novo cenário: a taxa de renovação do Congresso Nacional atingiu alta histórica e muitos parlamentares vão ocupar o cargo pela primeira vez. Desafios ou oportunidades para os lobistas? Para Olávio, um desafio: ‘’Uma das razões por que o Senado não tem renovação total nas eleições é justamente o receio que se tem em deixar a “câmara alta” desguarnecida de debate técnico e qualificado. Sem dúvidas, parlamentares novos, muitas vezes sem a qualificação técnica (em processo legislativo) ou o feeling de como as coisas funcionam na política institucional pode, ao meu ver ser, sim, desafio para a atividade de lobby.’’

A atividade já existe há tempos, mas só ano passado foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do então Ministério do Trabalho. A regulamentação da atividade de fato está sendo discutida com o PL 1202/2007 que estava pautado no Plenário da Câmara há algumas semanas. A proposta gera debates a favor e contra. ‘’Penso que poderíamos regulamentar e fortalecer legislações já existentes, como a de acesso à informação, por exemplo. Mas antes de pensar a regulamentação do lobby, temos de fazer a seguinte pergunta: a quem interessa a regulamentação do lobby?’’.

 

*Olávio Gomes é cientista político formado pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Gestão Pública. Já atuou na Dominium Consultoria Política e atualmente é bacharelando em Economia pelo UDF e assessor político de embaixada.

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