Fake News: o que são e como identificá-las

Fake News

              As Eleições de 2018 prometem ser uma das mais disputadas da nossa história recente. Mas além das candidaturas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está preocupado com outro assunto: as fake news – notícias total ou parcialmente falsas – que se espalham rapidamente pelas redes sociais e podem causar dano irreparável à alguns candidatos.

             Elas já existem há muito tempo, mas ganharam destaque nas últimas eleições presidenciais dos EUA. Com a proximidade do pleito no Brasil, começou a crescer o receio de que as notícias falsas possam influenciar negativamente o eleitor e desequilibrar as votações.

               A preocupação é tanta que o atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux, e outros 10 partidos políticos assinaram neste mês um compromisso contra a divulgação de fake news nas eleições de outubro. Outras 25 legendas ainda podem assinar o termo. O Tribunal também vai lançar uma campanha publicitária para conscientizar a população a não compartilhar mentiras. Já o Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), defende a criação de um novo marco legal  para implantar conselhos de supervisão dentro das empresas que mantêm as redes sociais.

                O Poder Executivo também está empenhado no assunto. O Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, está participando de eventos que tratam do assunto. Em uma ocasião, ele defendeu que o Brasil precisa criar instrumentos de mecanismo contra as notícias falsas durante o pleito.

Liberdade versus Censura

               O TSE já começou a atuar contra as mentiras disfarçadas. No início do mês, pela primeira vez, a justiça mandou tirar do ar a notícia falsa de que uma pré-candidata a Presidência da República estaria envolvida em esquemas de corrupção. No entanto, a atuação do Tribunal será mais preventiva do que punitiva, segundo o ministro.

          A retirada do ar de fake news levantou um debate sobre censura. Diante da dificuldade de classificar se uma notícia é falsa ou verdadeira, a imprensa vê o debate com preocupação. No entanto, o TSE diz que a melhor forma de combatê-las é ‘’mais imprensa e mais jornalismo’’, apostando na apuração da qualidade da informação, na divulgação honesta e no comprometimento com o interesse público.

        Mas a principal preocupação está nos canais não oficiais de divulgação de informações e nos aplicativos de mensagens instantâneas (como o WhatsApp). Por isso, o eleitor deve ficar atento para não acreditar nesse tipo de informação. Diante disso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou uma cartilha com dicas importantes para não cair nas fake news. Fique ligado!

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Autor: Lucas Carvalhedo

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